• Stephanie Marques Benevenuti Bernardi

TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE AUTOCONFIANÇA

Autoconfiança é usar suas forças para obter o que deseja e para superar obstáculos. Descubra nesse artigo como ser mais autoconfiante e conquistar o que você quiser!


Sonhar, desejar, acreditar em si e ser capaz de realizar, quem não quer sentir isso e viver experiências de conquista e realização na vida?! A autoconfiança está no centro desse processo. Ela envolve conhecer nossos pontos fortes e nossos limites, a fim de usá-los para alcançar nossos objetivos. Além disso, outros benefícios da autoconfiança são:

  1. Sentir-se confiante e segura: saber o que deve fazer para conseguir aquilo que quer. Ou seja, conseguir tomar decisões de forma segura, administrar o seu tempo, sua energia e também o seu dinheiro em prol do que se quer;

  2. Ter iniciativa: ser a pessoa que faz aquilo que quer, sem depender da ação de outra pessoa. Por exemplo, escolher os lugares para onde quer ir, o que quer comer e o que quer fazer (Quem nunca teve dificuldade em escolher o que comer em um restaurante ou o que fazer? E isso não é porque temos muitas opções, mas é porque não nos conhecemos, não nos esforçamos para tomar as próprias decisões. Ou vai me dizer que você nunca escolheu o mesmo prato que o seu amigo, ou a mesma roupa que viu em um manequim ou redes sociais?);

  3. Cuidar da própria saúde (psicológica e física): buscar consciência do que lhe faz bem ou não, do que é estressante, e ser capaz de corrigir hábitos ruins e manejar situações aversivas de forma funcional;

  4. Acreditar que é possível: experienciar o sentimento de esperança, se permitir sonhar e ousar, sair da sua zona de conforto e crescer.

O que causa baixa autoconfiança?

Apesar de tantos benefícios, a percepção de autoconfiança pode estar enfraquecida. Normalmente, pessoas com baixa autoconfiança têm a sensação de se conhecerem pouco, falam de si de uma forma neutra, descrevem-se de maneira mais imprecisa, possuem um discurso sobre si mesma às vezes até contraditório.

Sabe aquela pessoa que tem dificuldade em reconhecer os méritos e aceitar elogios? Que se culpa por não dar conta de tudo e fica pensando se poderia ter sido diferente? Que é perfeccionista e insegura? Algumas impulsivas e outras que tem um discurso sobre ter dificuldades em dizer “não”? Falas como: “Não gosto de mim, ninguém gosta de mim, não posso decepcionar ninguém, não consigo magoar ninguém, é difícil pra mim dizer não, não consigo fazer..., detesto tomar iniciativa, não gosto de fazer nada sozinho, isso não é pra mim, prefiro que outra pessoa faça por mim” são exemplos do que dizem pessoas que podem ter autoestima e autoconfiança baixa.

A falta de autoconfiança pode ser um reflexo de como fomos ensinados quando criança a entender e ver o mundo. Aprendemos desde cedo a identificar o que falta em nós, por exemplo, no contexto escolar, no qual aumentar as notas mais baixas costuma ser o foco dos estudos. Mas pouco nos é ensinado sobre como identificar nossos talentos e qualidades.

Além disso, existe uma cultura da autossabotagem. Quando fracassamos nos culpamos, dizemos: “Dependia de mim, e não consegui” e, quando temos sucesso em alguma coisa, afirmamos: “Ah, foi sorte!”, não reconhecendo nosso mérito na conquista. Muitas vezes a mídia também potencializa isso. De que forma? Apresentando aquilo que não temos (mas queremos), as nossas "falhas", para venderem seus produtos.

Walter Riso, psicólogo especialista em Terapia Cognitivo Comportamental, afirma que “Amar a si mesmo é considerar-se digno”.

É exatamente isso, reconhecer o seu mérito, acreditar que você realmente merecia aquilo que conquistou, que é digno das coisas boas que estão acontecendo na sua vida.

Você sabia que para desenvolver a autoestima são cruciais as interações sociais, mas já para a autoconfiança não? Porque a autoconfiança está relacionada aos resultados. É sobre você acreditar que consegue ou alcançar aquilo que propõe.

E é por isso que pessoas perfeccionistas não são tão confiantes, porque dificilmente irão alcançar a perfeição que é exigida. (Você conhece uma pessoa assim? Isso faz sentido para você?)

Sabe aquelas pessoas que são muito exigentes consigo e que nunca acham que algo está bom?! Para elas, a vida é em preto e branco, sem considerar as matizes: “Tenho sucesso ou sou um fracassado”, “Sou capaz ou não sou", “Se eu não tivesse ouvido a opinião de fulano, teria dado certo”, "Seria melhor se eu tivesse feito", "Ainda não está bom", “Poderia ter ficado melhor”. Essas pessoas sofrem muito porque o mundo não se adapta às suas expectativas.

Elas traçam metas extremamente rígidas - para não dizer impossíveis - que aumentam a distância entre seu eu ideal (o que você gostaria de fazer ou ser) e seu eu real (o que você de fato faz ou é). E quanto maior for a percepção dessa distância, menor será a probabilidade de você persistir para alcançar o seu objetivo.

Isso também pode acontecer, porque às vezes tendemos a nos definir levando em consideração os nossos sentimentos frequentes. Por exemplo, se ultimamente não tenho me sentido bonita, penso que realmente eu não sou. Assim, passamos a nos referir aos outros e a nós em termos globais e não específicos, sem considerar as exceções ou os atenuantes: confundimos a parte com o todo.

Em vez de dizer: “Eu estou triste”, dirá: “Sou uma pessoa triste”. A conotação trás consigo um determinante, algo imutável. Tá sentindo o peso na frase "Eu sou uma pessoa triste"? Por isso, é importante pensarmos em substituir para o verbo "está", assim irá facilitar a mudança. Porque se você está triste, pode identificar o que aconteceu e o que você pode fazer para alterar esse estado.

06 passos para fortalecer sua autoconfiança

As pessoas não nascem duvidando de suas capacidades mas, se desenvolvem dependendo do meio em que vivem, como e com quem vivem. Sendo assim, é possível aprender e desenvolver a autoconfiança:

  1. Melhore seu autoconhecimento. Identifique suas qualidades, talentos, o que você realmente quer.

  2. Observe e registre seus pensamentos e sentimentos a partir das suas atitudes e comportamentos (o que eu sinto quando faço isso?)

  3. Planeje metas de curto, médio e longo prazo e reconheça o seu mérito, comemorando sempre que alcançar alguma delas. Assim pode ser que a distância entre o seu real e ideal não sejam tão discrepantes. Porque se você só tem uma grande meta e pronto, fica complicado atingir e com certeza vai levar mais tempo. E até lá?

  4. Tenha relacionamentos de qualidade. As relações que você estabelece com as pessoas são relevantes para criar a ideia que tem sobre si. Sendo assim, é importante observar e questionar suas amizades. Elas ultimamente tem feito você se sentir bem ou mal consigo mesmo?

  5. Pratique autocompaixão. Por meio dela paramos de nos comparar aos outros e compará-los a nós e, principalmente, de buscarmos a perfeição. É preciso se amar, aceitando quem você é, seus pensamentos, suas escolhas, seus defeitos e suas qualidades, ser capaz de se perdoar e entender que sempre é possível mudar e melhorar. Ao se amar verdadeiramente, será mais fácil amar aos outros, pois teremos a consciência de que todos somos imperfeitos e, assim, não iremos exigir muito de nós e nem dos outros. Se quiser saber mais sobre autocompaixão leia também esse artigo. Além disso, a psicoterapia também pode te auxiliar nesse processo.

  6. Mantenha um diálogo interno amoroso. Pense em algo que você deveria fazer mas ainda não fez e está se cobrando. Agora, em vez de se criticar ou se cobrar de uma maneira bruta, procure falar para si mesmo o que você tem que fazer como se estivesse falando com uma pessoa muito querida e especial, com um tom de voz amigável.

E como a psicoterapia pode auxiliar nesse processo?

É preciso se observar, se perceber. Os eventos da sua vida não ocorrem ao acaso, ocorrem devido a suas ações e ao contexto em que você está. Não duvidamos de nós porque estamos inseguros, nem sentimos insegurança porque duvidamos de nós; duvidamos de nós e sentimos insegurança porque alguma coisa aconteceu. Existe uma razão, um significado nessa insegurança.

É necessário identificar os seus sentimentos, analisar o contexto em que ocorreram e entender o que eles estão mostrando sobre você e o seu meio. Porém, a observação do ambiente, bem como do próprio corpo e dos próprios comportamentos, não ocorrem automaticamente, é necessário praticar o autoconhecimento.

A psicoterapia pode auxiliar nesse processo criando um momento específico na sua rotina e um espaço seguro, sem julgamentos, para você se dedicar a isso. Quando se questiona “o que eu faço?”, “por que eu faço?”, “o que acontece quando eu faço?”, passa a se observar, refletir sobre seus sentimentos, a observar o seu ambiente, ações e razões. Por isso te convido, permita-se cuidar de si como você cuida de outros! Deixe-me apoiá-la(o) a viver com mais intencionalidade uma vida mais autêntica, com mais bem-estar, qualidade e leveza. Agende agora sua sessão!


Agora me conta: O que você achou deste artigo? Já sabe como se tornar mais autoconfiante? Se ficou alguma dúvida ou se você acredita que precisa de apoio para colocar em prática, me mande uma mensagem, estou à disposição.


Por Stephanie Marques - Graduanda em Psicologia pelo Centro Universitário IESB. Entusiasmada em aprender sobre o ser humano e o mundo, vê a escrita e a leitura como formas de disseminar o conhecimento.


Responsável técnico Beatriz Zanetti (CRP - 01/19319) - Psicóloga pela Universidade de Brasília e Mestre em Educação para Carreira pela Universidade Livre de Bruxelas. Dedica-se a auxiliar quem vive transições de vida e carreira, na busca por felicidade, presença e equilíbrio, no Brasil ou no exterior. Atendimentos em português e inglês.

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